A importância do PDV na hora da venda.
Meu artigo publicado na Revista do Tatuapé/SP
Edição 50
Setembro/2010
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Algumas estratégias para adequar o PDV ao novo perfil de consumo da sociedade.
Loja bonita e inteligente vende. Loja feia nem tanto. Não que- ro com essa afirmação caminhar pelo gosto pessoal, discutindo o que é beleza e o que não é. Minha proposição caminha pela técnica e expertise de marketing, em mostrar a importância cada vez maior do PDV proativo na estratégia de marketing e nos resul- tados de um negócio. Hoje, o PDV é responsável por proporcionar experiências agradáveis ao usuário, retendo-o por mais tempo na loja. O novo consumidor é cada vez mais atento a apelos atrativos e se mostra disposto a pagar mais por produtos e serviços com valor tangível indiscutível.
Só que para isto, é necessário assumir a estratégia de tornar o PDV adequado ao novo perfil de consumo, criando uma “atmos- fera de compra” na qual design, arquitetura, merchandising, em- balagem, atendimento, identidade visual, promessa de marca, incentivos de venda e compra são itens indispensáveis, dentre os quais o merchandising é a ferramenta chave . Seu objetivo é dar ao consumidor a chance de comprar a partir da exposição/ apresentação planejada e de destaque no PDV. Recentemente, o Instituto IbopeMídia realizou pesquisa que indica o nível de sensibilidade do consumidor ao PDV na decisão de compra em seguimentos do varejo: vestuário 38%, alimentos 36%, celulares 35%, tv-som-vídeo 34%, produtos para casa 32%, higiene pessoal 30%, automóveis 25%, farmácia 23% e 15% em bebidas. Outro estudo, realizado pelo Popai Brasil, revelou que o tempo de per- manência do consumidor em shoppings está caindo. Em 1983, era de 90 minutos, hoje é de 63. A própria entidade indica que o varejo invista em ambientes envolventes e não priorize ações baseadas na guerra de preços.
Na realidade, estamos falando de competência. Competência para se destacar aos olhos do consumidor; para atrair este consu- midor ao interior da loja; para entender suas necessidades e lhe mostrar soluções; para apresentar a ele outros produtos e aumen- tar, assim, o ticket médio; para converter aquela visita em compra; e criar um vínculo emocional com a marca, abrindo caminho ao relacionamento e à fidelização.
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