De influenciados à influenciadores.
Edição 51
Outubro/2010
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Não aceitamos mais receber sem interferir!
Sempre sofremos a influência da televisão, rádio, jornais e revistas, porém nossa relação com a mídia nos últimos tempos tem sofrido uma mudança significativa desde o advento da internet que com sua evolução 2.0 nos proporciona ferramentas de manifestação individual, democrática e irrestrita jamais vistas. Google, Blogs corporativos e pessoais, o microblog Twitter, as Redes Sociais como Facebook, Orkut, Youtube, Linked In, Vímeo, Flickr e outras, as Ferramentas CMS, abreviação em inglês de “Content Manager System” ou sistema de gerenciamento de conteúdo como WordPress e Joomla vieram realmente para ficar e despontam em sua popularidade impondo uma mudança completa no comportamento da sociedade que repercute diretamente nas relações de consumo. Hoje escrevemos mais do que falamos e não suportamos mais receber informação sem interferir, queremos realmente manifestar nossa opinião e cada vez mais somos ouvidos, lidos e assistidos. Passamos assim a influenciar, formar opinião, compartilhar experiências, produzir conteúdos, colaborar, interagir, se engajar, transformando a internet na mais democrática das mídias.
Esta é a realidade dos dias de hoje, para a tranquilidade de algumas marcas e o desespero de outras. Há bem pouco tempo, o músico norte-americano Dave Carroll publicou no Youtube um inteligente vídeo-clip contando ao mundo sua indignação com a United Airlines que quebrou um de seus violões numa viagem com a banda e jamais reembolsou o músico que pleiteava apenas o valor do instrumento. Este vídeo entitulado “United Breaks Guitars” ou “United quebra violões” foi visto mais de 9 milhões de vezes causando problemas irreparáveis à reputação da marca da compania aérea americana, que para apagar o incêndio ofereceu uma grande quantia para que o músico tirasse o vídeo do ar. Há boatos que a concorrência tenha oferecido ainda mais para mantê-lo.
Histórias assim são cada vez mais comuns e podem ocorrer com você, com sua marca, produto ou serviço. Ainda são poucas as empresas e marcas que acordaram para esta nova realidade que pode ficar mais ou menos complexa proporcionalmente ao tamanho do negócio, mas que tem sua causa normalmente na “surdez” corporativa no atendimento à clientes.
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