Marketing & Turn-over.
Meu artigo publicado na Revista do Tatuapé/SP
Edição 55
Março/2011
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Que a rotatividade de funcionários atrapalha, todos sabem. Entretanto, no último ano, tenho presenciado a patente di- ficuldade que pequenos e médios empresários, muitos deles meus clientes, vêm enfrentando para atrair e reter profissio- nais em suas empresas.
Segundo o Dieese, a taxa de rotatividade vem crescendo no País e os dados chegam a ser alarmantes: os desligamentos com menos de seis meses superaram 40% do total dos vín- culos desligados em cada ano. Cerca de metade destes des- ligamentos não atingiram três meses de duração; 2/3 sequer atingiram um ano de trabalho e 76%, aproximadamente, não completaram dois anos.
Para os pequenos empresários é um desafio ainda maior, pelo fato de historicamente manterem uma estrutura hori- zontalizada, não havendo um quadro de funcionários e uma hierarquia que consiga absorver a falta, ainda que temporá- ria, de parte da equipe.
Na maioria das vezes o próprio empreendedor, para suprir a falta, tende a colocar a mão na massa, gerando um efeito colateral desastroso, sobretudo aos objetivos estratégicos de marketing. O empreendedor, ao executar trabalhos de ordem operacional, instantaneamente vira as costas para o âmbito “gerencial” e “estratégico” e conduz a própria empresa a um destino duvidoso.
É uma espécie de auto-sabotagem inconsciente, que inver- te o mecanismo inteligente da estratégia e impede a conti- nuidade sistemática de ações previamente planejadas, que visam construir um futuro melhor. É como se o motorista fos- se arrumar o porta-luvas com o carro em movimento e esque- cesse de dirigi-lo.
Portanto, se você é empresário lembre-se de trabalhar a empresa e não na empresa.
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